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Você sabe a diferença entre peças genuínas(original) x peças de reposição x peças paralelas ?

 

 

Cuidados com a bomba de combustível
 
Agora certificados pelo Inmetro, esses componentes que fazem parte do sistema de alimentação merecem muita atenção na hora da compra, devido à importância que têm no funcionamento geral do motor do veículo e à influência até mesmo na inspeção ambiental


Toda atenção é pouca na hora de escolher uma peça para aplicar no veículo do seu cliente, e isso todo bom mecânico sabe. A novidade é que a cada dia mais partes estão entrando na lista dos produtos obrigatoriamente certificados pelo Inmetro, o que é um sinal claro de mais qualidade nos serviços prestados dentro de uma oficina de reparação. Todo bom mecânico sabe também que nem sempre comprando a peça mais barata ele estará sendo beneficiado.

"As oficinas mecânicas muitas vezes acabam seguindo as informações do mercado na aquisição de peças, porém, não estão embasadas em questões técnicas, correndo o risco de aplicar um produto de má qualidade só porque o mercado está usando mais uma determinada marca", alerta José Palacio, auditor do IQA (Instituto da Qualidade Automotiva), que nos ajudou a elaborar essa reportagem.

Por isso, mais um item passa a ter certificação compulsória do Inmetro: a bomba de combustível, um item de extrema importância para o funcionamento do motor do carro. Assim, a Portaria 301 do Inmetro, de 21 de julho de 2011, determina que a partir de janeiro de 2013 é proibida a fabricação e a importação dessa autopeça sem que esteja devidamente certificada. Sendo que seis meses depois dessa data, não pode ser mais distribuída e se a loja tem a peça em estoque, pode vender somente até janeiro de 2015.

Também pelo fato de existir um elevado número de marcas desse componente, tanto nacionais quanto importadas, foi essencial a criação dessa Portaria, que veio justamente para corrigir as falhas no fornecimento de produtos que não são reconhecidos, mas que algumas oficinas teimam utilizar. "A preocupação do IQA em passar informações para a oficina e para o consumidor é mostrar que a Portaria veio em função da necessidade do mercado de se padronizar alguns produtos automotivos, principalmente, ligados a segurança e meio ambiente", analisa Palacio.

Hoje muitos mecânicos ainda buscam peças com preços menores para aumentar a margem de lucro, mas podem ter problemas sérios de reclamação por parte do cliente, e acabar interferindo na fidelidade dessa relação em função da escolha inadequada de peças aplicadas. "Por isso é importante atentar-se à qualidade dos produtos e aplicar somente os de procedência reconhecida, que a partir de agora, passam pelos ensaios recomendados pelo Inmetro, um certificado de garantia, na verdade", diz. 
Mas afinal, o que é uma peça de qualidade reconhecida e o que é um produto de origem duvidosa? Palacio explica que o item reconhecido, ou seja, de boa procedência, é aquele que vem de um fabricante com qualidade e certificado, cuja peça é fabricada atendendo especificações ditas em normas e portarias, e geralmente são homologadas para aplicação diretamente nas montadoras.

"O fabricante, principalmente aquele que fornece seu produto às montadoras, tem seu produto avaliado e aprovados por meio de normas e certificados, mas isso não significa que uma peça que não é original da montadora não possa ser de boa qualidade também. No caso das bombas de combustível, por exemplo, se passar nos ensaios do Inmetro e conquistar o certificado, quer dizer que está apta a ser usada sem nenhum problema e com toda a garantia", afirma o auditor.

Já a peça duvidosa é aquela que nem sempre o fabricante utiliza de processos de fabricação com respaldo de uma documentação técnica, muito menos tem o aval de uma montadora. "Não posso dizer que o fabricante que não fornece para montadora tem qualidade reconhecida, mas o que fornece tem obrigação de ter qualidade, com garantia e confiabilidade".


Função da vela de ignição
Filtro de ar
Efeito dos amortecedores gastos na segurança